Fórum Participativo Temático Combater a Pobreza Energética realizado no passado dia 27 de junho

Fórum Participativo Temático Combater a Pobreza Energética realizado no passado dia 27 de junho

Fórum Participativo Temático – Combater a Pobreza Energética: Conhecimento, Ação e Vozes da Comunidade, realizado no passado dia 27 de junho, em Coimbra organizado pela Comissão Nacional-Estratégia Nacional Contra a Pobreza.

A REVERTER teve o orgulho de participar nos painéis “Situação da pobreza energética em Portugal” (Paula Fonseca, ISR) e “Ação Local” (Inês Cunha, CMC) na conferência “Combater a Pobreza Energética: Conhecimento, Ação e Vozes da Comunidade”, organizada pela Estratégia Nacional de Combate à Pobreza.

Este evento de grande relevância reuniu investigadores, profissionais e líderes comunitários para partilhar conhecimento e estratégias no combate à pobreza energética em todo o país.

A nossa equipa apresentou o OSS em COIMBRA e contribuiu com reflexões sobre como a ação local, o envolvimento comunitário e as políticas baseadas em evidência podem gerar mudanças significativas para os agregados familiares vulneráveis, com especial foco nos desafios da habitação social:

  • Quando se realizam obras de reabilitação, estas são frequentemente limitadas a intervenções superficiais devido a restrições orçamentais. Esta abordagem não resolve a raiz do problema, resultando em trabalhos de baixa qualidade que pouco contribuem para a eficiência energética ou para a melhoria das condições de vida.
  • Os municípios, principais proprietários da habitação social em Portugal, enfrentam grandes dificuldades no financiamento das renovações energéticas. Ao contrário dos proprietários privados, não podem aumentar as rendas — que já são muito baixas — para recuperar os custos do investimento, o que dificulta a realização de melhorias em grande escala.

Para avançarmos rumo a um futuro energético mais justo e sustentável, é necessário promover uma maior articulação entre diferentes ministérios e políticas públicas (energia, clima, economia, social, habitação, etc.). Sugerimos uma abordagem integrada entre os PNEC, o Fundo Social para o Clima e as políticas sociais subsidiadas como forma mais eficaz de enfrentar estes desafios.